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Antonio Manoel Abreu Sardenberg
São Fidélis "Cidade Poema"
 
 
Pelas veredas da vida
caminhando com meu povo
tracei o rumo, a partida,
vislumbrei um mundo novo.
 
Busquei a felicidade
rasgando todas as trilhas,
levei comigo as tralhas,
desvencilhei-me das malhas,
percorri todas as milhas.
 
 
Conquistei o horizonte,
que de mim tão longe estava;
encontrei, enfim, a fonte
que há muito eu desejava.
 
 
Refiz minhas energias,
matei toda minha sede,
descansei em minha rede,
revivi todos meus dias.
 
Esqueci todas as dores
que queimavam em meu peito,
renunciei à esperança
que acreditava ter.
Ofertei todas as flores,
que seriam pra você!
 
 
 
Todos os direitos reservados ao autor

Antonio Manoel Abreu Sardenberg
São Fidélis "Cidade Poema"  

 
 
O sol renasce trazendo a alvorada,
A vida pulsa novamente em mim,
Desperta em bando toda a passarada,
Sinto a fragrância doce do jasmim.

O orvalho chora o fim da madrugada,
Cobre de gotas todo o meu jardim,
A buganvília, toda engalanada,
Veste seus ramos com a cor de carmim.

O galo canta alegre no poleiro,
No velho aceiro rompe uma boiada,
E o povoado acorda por inteiro.

E eu feliz, junto da minha amada,
Aproveitando o fim da madrugada,
Numa forragem dentro do celeiro.
 

 

Todos os direitos reservados ao autor

Antonio Manoel Abreu Sardenberg
São Fidélis "Cidade Poema"   
 
Dizia-me ser seu anjo,
Chamava-me sempre assim.
Era tão grande o carinho
Que fui achando aos pouquinhos
Que de tanto ser “querido”
Eu seria promovido:
Chegaria a  ser arcanjo
Ou, quem sabe, querubim...
 
 
Ah!  que engano cruel!
Ocupei tão pouco o posto!
Por você eu fui deposto:
Perdi asa, ganhei rabo,
De anjo virei diabo
Pra meu martírio e desgosto!

 
Todos os direitos reservados ao autor

Antonio Manoel Abreu Sardenberg
São Fidélis "Cidade Poema"   
 
 
Ser avô é bom demais!
Bem melhor que pão de queijo,
Melhor que o primeiro beijo
Roubado da namorada
No escurinho do cinema
No Filme em que não vi nada.
 
 
Ser avô é muito bom!
É melhor que goiabada,
Chocolate, marmelada,
Morango com chantilly,
Do que cerveja gelada,
Do que picanha na brasa,
Do que pato ao tucupi.
 

Ser avô é ter reinado
Sem coroa e sem ter trono,
É sentir do mundo o dono
Diante do seu netinho,
Que chegou devagarzinho
E que em menos de um segundo
Tomou conta do pedaço
Pra reinar em nosso mundo...
 
Todos os direitos rervados ao autor

Antonio Manoel Abreu Sardenberg
São Fidélis "Cidade Poema"   
 
Quando minha razão fala,
com a voz do coração,
tudo em mim então se cala
e minha vida se embala
na mais sublime canção.
 
E quando a luz matutina
vem meiga me despertar,
a esperança descortina
e a fé, então, me ensina:
é hora de agradecer,
é momento de rezar!
 
E quando o silêncio cala
profundo dentro da gente,
sem querer a alma sente
que por nós é DEUS quem fala!

 
 
Todos os eservados ao autor

Meus caríssimos amigos e minhas queridas amigas.
 
Por motivos de viagem ficarei um tempo longe da net.  Assim estamos
enviando a chave do nosso site Alma de Poeta - www.sardenbergpoesias.com.br,
para que vocês possam usar e abusar. A nossa casa está
à disposição de vocês, fiquem à vontade.
Sempre digo que os nossos leitores são os maiores construtores
desse espaço, pois são eles que, com seus carinhosos comentários
no nosso livro de visitas nos dão forças para prosseguir nesta jornada.
Continuamos esperando vocês para o nosso cafezinho de sempre, viu?
Um abraço terno e amigo.
 

Caríssimos amigos e queridas amigas.
 
Ontem entramos em contato com os sucessores
da Rede Ferroviária Federal e conseguimos
a concessão de um trem novinho (primeira viagem),
para que todos os participantes do Cafezinho
Virtual retornem juntos para
as suas cidades, aproveitando assim maior
tempo para convivência. Peço que não falem mal de mim...
Aqueles que vieram de carro podem até colocar
os veículos dentro de um dos vagões,
aproveitando, assim a companhia
dos amigos mais um pouco.
Um vagão foi reservados para os animais
(gatos, cachorrinhos, periquitos, papagaios,
canarinhos, tartarugas, etc... Já identificamos
o vagão dos animais. Nele estará uma
faixa com os dizeres "ARCA DE NOÉ".
O trem sairá diretamente da Fazenda da Pedra
e todas as bagagens que estavam no
Hotel Solar , já estão devidamente acomodadas
 no trem. Essa foto que está na formatação
 foi tirada quando o trem estava chegando em São Fidélis.
Eu acho que o pessoal de Minas Gerais
vai adorar a ideia, já que eles são apaixonados
por trem. Lá em Minas tudo é trem. A ultima
vez que estive lá, na casa do Matheus um
amigo mineiro me convidou para visitar uma
fazenda e na saída eu perguntei. Vamos de que?
 Ele me apontou para o seu carro e disse: Vamos naquele trem...
Acho que todos vão adorar a ideia da mudança.
Espero que se comportem dentro do trem
 porque ele é novinho e eu não quero pagar por qualquer estrago.
 
Um abraço carinhoso.
 
 

Queridas amigas e caros amigos.
 
Fiquei sabendo agorinha que a nossa querida
amiga Zena Maciel está fazendo aniversário hoje.
Como ela também está participando do
nosso cafezinho gostaria que aqueles
que estiverem disponíveis deixassem o
seu abraço a essa querida amiga que
já conheço de nossos encontros.
Será interessante esse momento de
confraternização através das mensagens.
Se tiver mais alguém que faça
aniversário hoje, favor me comunicar.
 
Um abraço carinhoso.
 

 

 

 

Olá meus amigos e minhas queridas amigas.

 

O Site Alma de Poeta - www.sardenbergpoesias.com.br , já está

quase concluindo a programação e a designação dos dias para o

nosso Cafezinho do Sardenberg na nossa querida São Fidélis "Cidade Poema".

Estamos reunindo quase que diariamente para que toda a

programação fique concluída até 5ª feira próxima.

Temos recebido o apoio das instituições de São Fidélis ( Rotary,

Lions, Clube dos Castores, Campestre Clube Gilda Barbosa,

Associação Comercial, Sociedade Musical 22 de Outubro, As Corajosas, TG-03,etc...

O Sr. Juvêncio está empolgado com o encontro. Tem ensaiado

até de madrugada para o forró do Cafezinho. Não sei se tem

bebido mais do que ensaiado ou ensaiado mais do que bebido!

A Dona Gertrudes já relacionou os quitutes que serão feitos

para o Cafezinho. Ela disse que vai caprichar na organização.

Enquanto o dia do Cafezinho do Sardenberg não chega, resolvemos

fazer um novo projeto que denominamos POESIAS E CAFEZINHO,

com obras dos grandes poetas que confirmaram suas presenças.

Não temos poesia de todos os inscritos e queremos aproveitar a

oportunidade para pedir a todos os poetas que estarão no encontro

que mande um poema para o próximo número desse projeto.

 

Hoje temos nesse projeto:

Antonio Manoel Abreu Sardenberg

José Antonio Jacob

Hilda Persiani

Amilton Maciel Monteiro
Márcia Sanches Luz

Ivan Jubert Guimarães

Simone Borba Pinheiro

Cândido Pinheiro

Andréa Borba Pinheiro

Edla Feitosa Costa

José Ernesto Ferraresso

Podem começar a arrumar a mala para o Cafezinho, o dia está chegando...

Para animar o pessoal peço aos amigos e amigos o favor de repassarem

esse e - mail. Uma forma, também, de divulgar a poesia.

Um abraço fraterno.

 

 

Rita Bello

 

 

Manhã
Antonio Manoel Abreu Sardenberg
São Fidélis/RJ “Cidade Poema”

 

Boceja o sol nessa manhã risonha
No céu brilhante de nuvens esparsas.
E no cenário do alto da montanha
Em revoada bailam lindas garças.


Na estrada estreita desponta um vaqueiro
Pelo aceiro tocando a boiada
Sob o comando de um feitor faceiro
Todo enfeitado para a namorada.

A manhã rompe enquanto a tarde brota,
E mais um dia foge se esvaindo...
O lusco – fusco no sertão se aporta,

E a cigarra, com seu cantar tão triste,
Dá boas – vindas à noite surgindo
O tempo avança - meu sonho persiste...

Antonio Manoel Abreu Sardenberg
Todos os direitos reservados ao autor
 
 

Afronta Impiedosa

José Antonio Jacob

 

 

Em cada rua há um vendedor de flores
E anda distante o Dia de Finados;
Casais se beijam murmurando amores,
Também não é Dia dos Namorados...

 

Essa cidade tem muros dourados
Por onde passam brisas sem rumores
E nos salões de imperiais sobrados
Divertem-se os nobres sem pudores.

 

E o céu é tão azul que dói na vista,
O mar parece capa de revista,
E ao longe nos acena um iate à vela...

 

E o que mais nos afronta e desiguala
É o luxo se exibindo na novela
E essa pobreza muda em nossa sala.

 

 

 

José Antonio Jacob

Todos os direitos reservados ao autor

 

 

Almas Sonhadoras
Hilda Persiani
 

 

Os sonhadores trazem no olhar
Uma tristeza, uma certa inquietação,
É porque, devem trazer no coração,
Um amor que não puderam realizar.
 

Certamente, devem sorrir de suas dores,
Ou então, devem chorar na solidão,
Talvez, devam colher de uma desilusão
O perfume que é peculiar só das flores ...

 

Entretanto, eles têm  a seu favor,
Uma quimera, um sonho, fantasia,
Que sempre lhes proporcionam alegria.

 

Esse desejo, de viver um grande amor,
Que o destino não lhes concedeu
Sonhando, em seu coração, ele viveu!...
 

 

Hilda Persiani

Todos os direitos reservados à autora

 

Garças do banhado
Amilton Maciel Monteiro
 
Toda tarde, beirando cinco e meia,
bandos de garças partem do banhado;
e enquanto o sol do outono bruxuleia,
elas buscam abrigo, em meio ao prado.
 
Seu ziguezague é lindo, após a ceia
que durou desde o albor mal começado,
pois não é fácil voar de pança cheia,
com as mil rãzinhas gordas do alagado!
 
Já, de manhã, é sempre outro espetáculo,
ver o fácil adejar das avezinhas,
que descem em multidão de um branco imáculo...
 
Essa ida e volta, lembra a minha vida:
de início ágil, igual as andorinhas;
e hoje, mil “sapos” pesam na partida...
 
Amilton Maciel Monteiro
Todos os direitos reservados ao autor

 

O amor no sonho
Márcia Sanches Luz

 

 

O amor é tão perfeito quando durmo,
que mal me dá vontade de acordar!
Mas não tem jeito – o dia vem soturno
e o sonho acaba. É duro acreditar.


O amor no sonho é como o deus Saturno,
num farto, afoito e intenso festejar;
o adeus ao laço – algoz e taciturno –
que avilta, agride e evita o libertar.

O amor de sonho é sempre um aconchego;
permite ao colibri (que não descansa)
um beijo à flor que finge desapego.

Amor assim é sábado constante;
acalma o que guardado a dor alcança
e afasta a realidade lancinante.

Márcia Sanches Luz
Todos os direitos reservados à autora

 


 

Personagem
Ivan Jubert Guimarães


No palco da vida, julguei que fosse mais importante,
Afinal já desempenhei vários papéis diferentes;
Já fui esportista, executivo, empresário e galante,
Tímido, desempregado, rico, pobre e inadimplente.

Meu melhor papel foi o de romântico apaixonado,
Poucos na vida amaram tanto quanto eu amei.
Claro que já chorei por amores terminados,
E sempre me lembro dos lábios que já beijei.

Sei que a vida vive nos pregando peças
E que mesmo assim ela sempre foi boa,
E já sorri bastante, fui feliz à beça.

Não reclamo de minha vida, pois vivi o bastante,
Atuei com muita vontade e, se já não rio à toa,
É porque na novela da vida, tornei-me um figurante.

 

 

Ivan Jubert Guimarães

 

Ah, O Amor!
Simone Borba Pinheiro


A sensação que agora experimento,
faz bater forte este coração,
que ri e chora de encantamento
e faz do momento, pura emoção.

Faz-se explicado, o inexplicável,

 

no rosto suave, sempre a sorrir,
no sentimento quase palpável,
que enfeita a vida e nos faz prosseguir.

 

Assim é a vida, assim é o amor,
experiências vividas ao longo do tempo
em horas marcadas com sabor de vento,
às vezes gelado, outras vezes calor.

 

Fazer versos com rima ou sem rima
que importância isso tem,
se tenho o amor de meu bem
e seu amor me fascina?

 

Simone Borba Pinheiro

Todos os direitos reservados à autora

 

 

 

Caneta poética
Cândido Pinheiro

 


Deslizo suave sobre as folhas de outono do papel
Sou dançarina que insisto em manchar todas as linhas
E sobre elas deixar as mais lindas impressões
São linguagens do coração em versar sobre amores
E mesmo com certos temores vou saboreando os sabores
O doce e o amargo que em outras folhas já provei

 


Registro teus desejos e paixões, loucuras e seduções
Vontades que não cabem no segundo, pois o vento sopra o tempo
E a cada momento deixo escrita uma página com saudades
As verdades que escrevo não acontecem, são delírios e ilusões
Tento enganar o meu caminho e por isso desalinho
Na ânsia e em desatino de iluminar o teu destino

 

Sou formosa, delicada e elegante
Por isso sou caminhante de ir e vir a teus impulsos
Rabisco e ás vezes errante, são deslizes do meu cansaço
Mas me sinto protegida no afago terno dos teus dedos
Muitos arrepios em meu corpo no agora desta hora
Aperte-me junto a você, pois meu desejo é ser tua
Desnuda de vaidades, me entrego ás tuas vontades
Faça de mim o que quiseres e eu serei os teus dizeres
Em escritos de afazeres vou saciando os teus prazeres
 

Sou simples e às vezes folheada, tenho todas as cores
Pois na tinta eu me tinjo para enfeitar os teus poemas
Por isso te peço que nunca me jogues fora
Nem tão pouco me abandones quando chegar o meu final
Mas, se acaso não precisares mais de mim
Deixe-me ao menos descansar sobre a tua escrivaninha
E assim à tua espera estarei, certa de que irei encontrá-lo
Sempre que voltares a escrever...

 


Cândido Pinheiro
Todos os direitos reservados ao autor

 

 

Ansiedade
Andréa Borba Pinheiro


Sinto a sua falta,
aqui, presente,
me fazendo carinho, do meu lado...
Dói saber que você está ausente...

Quero te conhecer!!
Bem que o tempo poderia passar,
para eu logo te ver,
para logo te encontrar.

A ansiedade corrói o meu peito
de tanta saudade...doce loucura...
Eu te amo, vem...chegue mais perto,
quero provar da sua suave ternura.

E, mesmo em desavenças,
continuamos a nos amar,
pois, apesar das diferenças,
eu e você, acabamos de nos apaixonar!...

 

Andréa Borba Pinheiro
Todos os direitos reservados à autora

 

 

 



 

 

Devaneios
Edla Feitosa Costa
 

Repouso silenciosamente meu cansaço
E penso nos lugares por onde andei.
Vagueio mansa nas asas do infinito
Tentando sempre, ir mais além.
Dos sonhos faço a minha realidade
Na vida vou fluindo simplesmente
Sobrevivendo das lembranças
De tudo aquilo que se foi.
Refaço sem entender a mesma rota
Em busca da vida que perdi.
Nas lembranças de um passado tão remoto
Descubro o amor que tive e que deixei partir

 


Edla Feitosa Costa
Todos os direitos reservados à autora

 

Utopia Virtual
José Ernesto Ferraresso


Quem diria que em apenas um toque,
E eu pudesse sentir algo assim,
Chegou de repente para ficar,
E no meu coração se alojar.


A distância é  grande,
Até parece amor  ideal.
Algo  novo aconteceu,
Encontrei meu amor virtual.


Esse encontro veio do acaso,
Tornou-se uma real paixão.
O tempo passou, virou um caso
Ao interagir-se com  meu coração.


Quando esse  contato digital acontece
Uma força  em mim estremece
Pura reação de um amor real,
É  a minha paixão virtual.
 

Não consigo definir este amor,
Que um dia ou outro terá seu  fim.
Mas enquanto esse virtual amor durar,
Vou vivendo  essa utopia de amar.
 

José Ernesto Ferraresso
Todos os direitos reservados ao autor

 

Script by Itaci

 

Olá meus amigos e minhas queridas amigas.

 

Enquanto o cafezinho não chega continuamos com o nossa

Poesias e Cafezinho, um projeto criado pelo site Alma de Poeta - www.sardenbergpoesias.com.br ,

especialmente para os amigos poetas que manifestaram

interesse em participar do nosso Cafezinho Virtual, em fase de organização.

Quero agradecer, aqui, a todos os fieis amigos que manifestaram

o desejo de participar desse movimento cultural, conhecer a nossa

Cidade de São Fidélis/RJ e, o que é mais importante:sonhar com

a possibilidade desse cafezinho tornar-se realidade, assim como

aconteceu no  I ENCONTRO DO SITE ALMA DE POETA,

quando num momento de magia pudemos abraçar inúmeros amigos virtuais, hoje amigos reais e irmãos.

Nesse número temos os seguintes poetas:

 

Antonio Manoel Abreu Sardenberg/RJ

Professor Garcia/RN

Ciducha/SP

Gilda Pinheiro de Campos/RJ

Maria da Fonseca/Lisboa Portugal

Margot de Freitas Santos/MG

Maria Nascimento S. Carvalho/RJ

Marlene Rangel Sardenberg/RJ

 Pedro Emílio de Almeida e Silva/RJ

Teca Miranda/MG

Zena Maciel/PE

 

Podem começar a arrumar a mala para o Cafezinho, o dia está chegando...

A Dona Gertrudes mandou avisar que  fez um cafezinho especial

e uma broa de milho feitos no fogão a lenha e deixou na sala de visitas do Alma de Poeta.

Esperamos por vocês.

EM TEMPO: Amanhã será o último dia para os amigos e amigas

confirmarem as presenças. Ficaremos muito felizes com a participação.

Queremos lembrar que o Cafezinho do Sardeneberg é virtual, ficção.

Não precisa sair de casa para estar presente.

 

Um abraço fraterno.

 

 

Rita Bello

 

Coisas da Roça
Antonio Manoel Abreu Sardenberg
São Fidélis/RJ “Cidade Poema”

 

Afiei o fio da faca,
Amolei minha catana,
Serrei a ponta do toco
Cortei a soca da cana.
 


Afinei minha viola,
Esquentei o meu pandeiro,
Acendi o candeeiro
E varei a noite adentro
Com o som do sanfoneiro.
 

Contemplei o céu coalhado
Com estrelas cintilantes,
Flertei a linda morena
De cabelo cacheado
Que estava ali tão sozinha
Pois brigou com o namorado.


 
Botei pra fora a lembrança
Que guardava no meu peito,
Abandonei os preceitos,
Virei de novo criança,
Deixei de lado a razão
E namorei a morena
 No luar do meu sertão...


Antonio Manoel Abreu Sardenberg
Todos os direitos reservados ao autor

 

 

Obstinação

Professor Gracia/RN

 
Quando eu vejo no espelho a crueldade,
que o tempo indiferente me causou,
começo a perceber, que na verdade,
minha infância tão linda já passou!
 
Até hoje carrego com saudade
tudo aquilo que o tempo me levou,
dos feitiços banais da mocidade
a lembrança foi tudo que restou!
 
E por lembrar da infância tão querida,
nunca esqueço do amor de minha vida
que descobri na infância, certa vez;
 
pois este amor, tão lindo e tão sonhado,
inda vive comigo do meu lado,
a encher meu lar de paz e sensateza!

 

Professor Gracia

Todos os direitos reservados ao autor

 

 

O outro lado da verdade!
Ciducha/SP

Estou aqui pensando,
em verdades desconfortáveis e inevitáveis
que entram pela porta dos fundos,
subindo os degraus  da escada do entretenimento.
E essa realidade aterradora
vai permeando-me como se fosse veneno...

Tinha seduzido...
Tinha exercido todo o meu encanto,
construindo paredes de mentira.
Engraçado como descrições emocionais são tão adequadas!
Nas poucas ocasiões em que se vivencia,
essas emoções de verdade,
em um resumo perfeito
da minha própria vida no momento.

Perdi a noção do que era certo ou errado...

Apenas com a certeza
que minha história tinha algo a ver
com minhas próprias emoções e pensamentos

E fui imprópria, inadequada e inoportuna.

Mas confesso:
Aqui, agora... apesar de tudo,
trago no rosto o sorriso solto
de quem sabe o gosto do amor...

Pelo menos do amor!


Santos, 26.01.2009

 

Me Perdoa...
M
Gilda Pinheiro de Campos/RJ
 
Meu Amor Adorado
Me perdoa se te amo tanto
Se já não vivo sem sentir teus beijos,
teus carinhos e teu sorriso...
 
Se sinto tanta falta,
de conversar, te escutar...
 
Tua alma perfumada que me guia
na escuridão desta passagem
tão atribulada por esta
encarnação...
 
Chegaste como uma luz no
final do tunel
Que tudo ilumina e colore...
 
Pintas de azul  meu mundo
e com leveza e amor
me mostras como se é feliz...
 
Tão simples...mas que
estava fora do meu alcance
por toda minha vida
até agora...
 
Loucura...delírio...paixão...amor...
Não sei explicar, só sentir...
Te vejo como um anjo
cuja luz forte e clara
tudo ilumina e alegra...
 
 Que assim seja,
 eternamente feliz
esse encontro de almas
que cumprem sua missão
e deixam um rastro de amor
 
De boas sementes,
para germinarem
e se multiplicarem
 
Fazendo desta passagem
uma semeadura do bem
da alegria, do amor...
Assim seja amado meu!!!
 
 
Todos os direitos reservados ao autor

 

 

Que Presente Apreciado!
Maria da Fonseca

Lisboa - Portugal

Ameixoeira bendita
Mas que belos frutos dás!
Macios, doces, saborosos,
Do que meu Deus é capaz!

Agora ‘stão no cestinho
Já maduros, tentadores,
Como resistir-lhes posso,
Sendo assim prometedores.

São jóias da Natureza
Que a minha Amiga ofertou.
Outras pendentes do ramo,
Que o meu olhar alegrou!

Ameixas ‘scuras, vermelhas,
Redondinhas, sumarentas.
Da mão à boca num ai.
Pois se é assim que me tentas!

Com o cestinho vazio
Eu tas venho agradecer.
Se mais tiveres pra dar
Não as deixo apodrecer.

Lisboa - Portugal
 
Todos os direitos reservados à autora
 
 

Magia do Anoitecer

Margot de Freitas Santos/MG

 

 

Sobre os braços da preguiceira
Contemplo o entardecer,
O sol que já é longínquo
Traz-me o anoitecer.

Sob o céu de anil brilhante
Meu pensamento vagueia,
Num roldão de lembranças perdidas,
De fadas, duendes e deusas,
Fantasias de pueril menina
Que hoje não as tenho mais.

Hoje mulher madura
Sedenta de grande paixão,
Mergulho no desconhecido
Envolta só na emoção.

E nesse romper da aurora
Entrego-me a devaneios,
E me transmuto de Vênus
Com todo feitiço e esplendor,
Entrego–me de corpo e alma
Nas bruxarias do amor.

 

 

Margot de Freitas Santos
Todos os direitos reservados ao autor

 

 

Contradição

Maria Nascimento S. Carvalho/RJ

 

Hoje, mais uma vez, desesperada
por ser injustamente preterida,
vejo que já nasci predestinada
a amar sem nunca ser correspondida...

Mas o que me dói mais, na despedida,
é saber que fui sempre desprezada
porque foste o anjo bom da minha vida
e eu, da tua, jamais pude ser nada.

Se me pudesse ver da eternidade,
chorando de tristeza e de saudade
pelo amor que no tempo se perdeu,

Carlos Drummond de Andrade me diria:
"E agora", como vais viver Maria
sem o José que achavas que era teu?!
 

 

Maria Nascimento S. Carvalho

Todos os direitos reservados à autora

 

 

 

Para Um Poeta

Marlene Rangel Sardenberg/RJ

 

Deus o fez poeta. Pobre peregrino
neste mundo de sonhos e ilusões!
Forjou-lhe a alma eterna de menino
pra resguardá-lo das decepções

 

das horas de espera sem chegada
que ele sente e não consegue entendê-las:
como viver na solidão gelada
quando se está tão perto das estrelas!?

Depois de tropeçar no paraíso,
cair de amores, ainda é preciso
da caminhada encontrar a meta?
 

Pra conviver com as angústias que o consomem,
sofre, então, como homem que é poeta
por viver como poeta, que é homem.
 

 

Marlene Rangel Sardenberg

 

Todos os direitos reservados ao autor

 

 

Quero - Quero

  Pedro Emílio de Almeida e Silva/RJ

 

À tarde nos campos
Dizem os quero-queros aos bandos
Quero-quero!...
Quero-quero!...
Quero-quero!...


Que “querem-querem”
Os quero-queros?
Pobres pedintes das beiras dos brejos!
Se eu soubesse
O quê o quê
Juro-juro
Dava-dava


Pobre-pobre dos quero-queros
Sou estribilho
Um eco...
Eu também quero...
Também quero...
Também quero...


 
Pedro Emílio de Almeida e Silva
Todos os direitos reservados ao autor

 

 

Ponto final...

Teca Miranda/MG

 

Bruma sombria,
dores decantadas
sem rima ou poesia.

Letra amarga
inunda a mente,
aumenta a carga.

Partitura sem escala,
música sem melodia,
voz forte que se cala.

No tablado da vida
cerra-se a cortina,
do palco é banida.

 

Teca Miranda

Todos os direitos reservados à autora

 

Hoje eu sou um poema

Zena Maciel/PE

 

Hoje acordei com vontade de voar...
voar...voar....voar....
Voar nas asas lépidas de um
épico poema

Ser a musa de um poeta
Deixar o ser flamejar ao vento
Valsar ao relento
Nos braços dos sonhos

Esquecer a minha triste sina
Imundar a alma com
prócleses e rimas
Rasgar a placenta da solidão

Gargalhar ao som de palavras poéticas
Pintar a dor com metáforas azuis
Aplaudir de pé as trovas
Vestir-me de prosa

Perder o controle do tempo
Viajar nos lascivos pensamentos
Beijar a boca do amor
Engravidar o coração

Ser livre!
Viver as loucuras de um poeta
neste mundo de quimeras
Fazer da vida um eterno poema!
 

Zena Maciel

Todos os direitos reservados à autora

 

 

Script by Itaci

 

Caríssimos amigos e queridas amigas.
 
É com muita alegria que comunicamos a todos vocês que o
Cafezinho do Sardenberg, que foi realizado até o
ano de 2005, irá acontecer de novo.
Já estamos idealizando os preparativos para esse grande
evento virtual que será realizado em data que será comunicada
a todos, assim como aconteceu nos anos de 2003 a 2005.
Lembramos que o cafezinho é virtual. Todo mundo pode vir,
mas não precisa sair de casa rsrsrsr, é só viajar na maionese.
Hoje estivemos reunidos aqui em São Fidélis com o Grupo
das Corajosas, já conhecido de quase todos. Junto com
o grupo estamos elaborando um maravilhoso encontro.
 
O seu Juvêncio (sanfoneiro do conjunto de forró) e dona
Gertrudes (responsável pela organização do cafezinho
também estavam presentes). Eles estão numa animação só.
Não falam em outra coisa a não ser no nosso próximo Cafezinho.
 
Estamos enviando este e - mail para que os amigos que
quiserem participar desse encontro, mande-nos um e - mail
de confirmação. Esse e-mail deve ser enviado até a próxima
terça feira, de preferência para o e - mail de Rita Bello
que é: rcbello@gmail.com. O espaço para o cafezinho já
foi escolhido e o número de participantes será limitado.
Assim, daremos prioridade aos e - mails
que forem enviados primeiro.
 
Dentro da programação do Cafezinho do Sardenberg
teremos uma recepção especial com autoridades
do município e instituições da cidade.
Não faltará um passeio pelo pontos turísticos de São Fidélis,
visita aos pontos turísticos, monumentos, à nossa Igreja Matriz,
que no ano passado vez 200 anos, almoço com
boi no rolete, e o encerramento com o cafezinho.
A programação será enviada dentro de tempo hábil
para que cada um possa organizar a sua viagem.
 
Voltamos a dizer que o Cafezinho do Sardenberg é virtual.
Todos podem participar sem precisar sair de casa.
A Viagem é só na maionese.  Não esqueçam desse detalhe.
A medida que as coisas forem evoluindo aqui,
iremos informando as pessoas que manifestaram o desejo de participar.
Podem começar mandando os e - mails de confirmação
e se possível neste e-mail colocar uma foto 3 x 4,
de frente, para ser colocada no crachá do Cafezinho.
Quem se inscrever por último é a mulher do sapo!
Um abraço carinhoso.
 
 

Meus caríssimos amigos e minhas queridas amigas.
 
Hoje estamos enviando mais um projeto ENTRE NAÇÕES, um dos
projetos do site Alma de Poeta www.sardenbergpoesias.com.br
Hoje, neste número, tenho a felicidade de trazer a minha amiga e grande poetisa,
Gilda Quintero, que traz o seu lindo poema em espanhol  Como te Quiero.
Eu venho com o meu poema Fonte de Desejos.
Espero que gostem e conto com a sua visita em nossa casa para
um chocolote quente, aqui está um frio de lascar.
Quem chegar por último continua sendo a mulher do sapo rsrs. Ontem quem
levou esse troféu foi a querida amiga poetisa Adla Feitosa, grande poeta nordestina.
Um abraço carinhoso.
Sardenberg
 

Fonte de Desejos

Antonio Manoel Abreu Sardenberg
São Fidélis “Cidade Poema”

 
Vejo em você a fonte dos meus desejos.
O oásis que me abriga,
A brisa que me sopra a vida,
A água que me mata a sede,
A boca que me enche a boca
De sutis e delicados beijos.



Vejo em você a imensidão do mar,
A única estrela a brilhar,
O campo repleto de flor.
Vejo em você a vida,
A vida que me dá vida,
Que por triste ironia,
É só sonho e fantasia,
Fonte de ilusão perdida,
Que quase me mata de amor...
 

Todos os direitos reservados ao autor

 

COMO TE QUIERO
 Gilda Quintero    
    
Gracias a ti mi amor
Por todo que eres
lo mucho que  me siento feliz
Las horas que passan rápido
la madrugada que llega
en gotas de orvallo y luz
Quando me dices 
mirame en los ojos y besame...
        
Si dormida estoy ,despierto
feliz con tu mirada de angel
tu beso caliente, tus brazos
que me llevan al cielo
y me traen a la tierra sin
que sienta las horas ...

Y quando te alejas cansado
y triste me pongo a pensar
lo mucho que te quiero...

 Lloro de nostalgia y pena
entre  sabanas y almohadas...
que todavia guardan tu perfume...
Como te quiero...
 

Todos os direitos reservados à autora

Antonio Manoel Abreu Sardenberg
São Fidélis "Cidade Poema"   
 
Seu olhar, meigo olhar, esse raio de luz
Que me aponta o caminho e meu passo conduz.
Penso em ti, só pra mim, meu querer e gostar
Pois você, só você, me ensinou a amar...
 

Tenho em mim, só em mim, a lembrança do tempo
Que o vento da manhã trouxe um dia, enfim...
E assim, só assim, consegui me encontrar,
Pois você, só você, me ensinou a sonhar.

Vejo em ti, só em ti, a ternura da vida,
O encontro, a chegada, a presença sentida,
Quero a ti, só a ti, meu desejo entregar
E assim, só assim, morrer de tanto amar...

 
Todos os direitos reservados ao autor
 

Caríssimos amigos e queridas amigas.
 
Volta e meia estou sendo pego de surpresa pela querida amiga
e extraordinária webmaster ZzCouto.
Ontem, logo após o jogo do Flamengo e Corinthians, dei uma entrada no meu
micro e abri esse e - mail, onde a querida ZzCouto envia o nosso poema
AMOR DE MÃE, numa extraordinária exibição em slide.
Não é a primeira vez que a ZzCouto me faz tão agradável surpresa e,
confesso:  espero que não seja a última rsrsrs.
A ZzCouto é mestre em enriquecer os trabalhos dos poetas. Diria que ela
dá um pouco mais de vida aos sentimentos de todos aqueles que procuram
expressar seus sentimentos através da poesia.
Assim, queridos amigos, não poderia deixar de externar aqui o meu profundo
agradecimento a ZzCouto pela dedicação e pelo carinho que 
oferece à cultura, especialmente ao mundo da poesia.
Aqueles que puderem dar uma entrada no site da ZzCouto, dê uma passadinha
 lá e deixe o recado no seu livro de visita. Afinal a determinação da ZzCouto merece o nosso aplauso.
O slide do nosso poema está anexo a este e - mail.
 
Abraços fraternos.
Sardenberg
 
Bom dia amigos!
Com carinho, apresento o lindo poema
Amor de Mãe
do querido poeta
Antonio Manoel Abreu Sardenberg
 
Beijos
 
 
Grupo ZzCoutoSlides
06/05/10
sair do grupo
entrar no grupo
 
 
 
Agradeço ao Grupo KarinB pela linda Tag.
 

 

 

Meus caríssimos amigos e minhas queridas amigas.
 
No próximo domingo, dia 09 de maio de 2010 estaremos comemorando,
aqui no Brasil mais um dia dedicado às MÃES.
A exemplo do que fazemos todos os anos, organizamos uma atualização
para esse dia tão significativo para todos nós. Idealizamos o projeto juntamente
com a Rita Bello e solicitamos aos amigos leitores e poetas que
nos enviassem trabalhos sobre a comemoração.
Hoje estamos tendo a felicidade de enviar a todos vocês a 6ª
ATUALIZAÇÃO DEDICADA ÀS MÃES.
A atualização está composta de oito páginas e participação
de trinta e oito poetas, trovadores e amigos leitores.
O objetivo desta atualização foi permitir que todos os nossos leitores
manifestassem com seus escritos nesta data tão especial e significativa,
O sentimento de cada um que nos enviou o material foi carinhosamente
colocado em uma das formatações carinhosamente elaborada pela Rita.
Espero que todos aqueles que participam dessa atualização nos ajude
 repassar esse e - mail para todos os seus contatos, fazendo com
que o nosso propósito chegue às mãos do maior número de Mães.
Conto com a visita de todos no nosso espaço cultural e
no livro de visitas do site.
Deixo, aqui, o meu carinhoso abraço a todas as Mães do Brasil,
extensivo a todas as Mães desse mundo.
 
Um abraço carinhoso e terno.

 
 

Antonio Manoel Abreu Sardenberg

Prece à Mãe do Céu

Antonio Manoel Abreu Sardenberg

Poeminha à Mãe

Antonio Manoel Abreu Sardenberg

Amor de Mãe

 
 

Isabel Passos

Mãe

José Ernesto Ferraresso

És Tu Mãe!

Amilton Maciel Monteiro

DNA de Mãe

Divanilde Vitória Campos (Diva)

Mamãe Mamãezinha

Lenir de Moura

Tributo à Minha Mãe

Maria da Fonseca

A Minha Mãe

Dária Farion

Ser Mãe

 
 

Hilda Persiani

Minha Mãe

Sandra Lucia Ceccon Perazzo

Mãe

José Ernesto Ferraresso

Mulher da Lida

Ademar Macedo

Mãe...Mulher!

Rita Bello

Mãe Rita - Mãe de Verdade

Rebecca

Poema do Dia das Mães

 
 

Lígia Antunes Leiva

Ser Mãe...Um Desafio!

Sônia Maria Grillo (Baby®)

O Milagre da Vida

Ivan Jubert Guimarães

Mamãe

Julio Cesar Matta Camargo

Mãe

Clarisse Barata Sanches

Dia da Mãe

Antonio Marcos Pires

Dedicação de Mãe

 
 

Leda Terezinha Rubin

Querida Mãe

Iô Tambas

Mãe

Françoise Marie Bernard

Un Niño Inesperado

Domingo Gonzalez Cruz

Mistério

Suely Lopes

Poemaeoração

NaidaTerra

Mãe

 
 

Françoise Marie Bernard

Una Madre

Gilberto Vaz de Melo

Mãe

Policarpio Costa

Dia das Mães

Ivone Boechat

Que Mulher é Essa?

Lisolete Farias Stawinski

Nossa Mãe

 
 

Carlos Drummond de Andrade

Para Sempre

 
 

A. A. de Assis

Trovas

Antonio Manoel Abreu Sardenberg

Trova

Hermóclydes S. Franco

Trovas

Vânia Maria Souza Ennes

Trovas

Elaine® (Eimy)

Trovas

 
 

 

Caríssimos amigos e queridas amigas.

 

Hoje fiquei com vontade de prestar uma homenagem a minha querida

cidade de São Fidélis, a conhecida "Cidade Poema", que no dia

23 de abril passado completou 201 anos de construção da Matriz do seu padroeiro.

Nada mais justo do que elaborar esse projeto com os vencedores do

I ENCONTRO NACIONAL DE POESIAS realizado no ano passado,

em homenagem aos 200 anos da nossa Majestosa Igreja.

Hoje estamos apresentando, neste projeto, os vencedores na modalidade de

SONETO, oportunamente faremos o mesmo com a modalidade TROVAS e poemas.

Aproveito a oportunidade para incluir nesse projeto o nosso modesto

poema  "VILA DE MINHA CIDADE"  que fala sobre a Vila Nova,

a vila mais conhecida daqui.

 

POETAS VENCEDORES DO I ENCONTRO

 

Modalidade Sonetos:

 

1º Lugar

Edmar Japiassú Maia

Nova Friburgo/RJ

 

2º Lugar

Hegel Pontes

Juiz de Fora/MG

 

3º Lugar

Wanda de Paula Mourthé

Belo Horizonte/MG

 

Ficarei muito feliz se os meus queridos amigos poetas e leitores

apreciasse com carinho os sonetos vencedores, verdadeiras obras

primas que São Fidélis recebeu.

 

Um abraço terno e amigo.

Antonio Manoel Abreu Sardenberg

 

 

A Vila de Minha Cidade

Antonio Manoel Abreu Sardenberg

São Fidélis “Cidade Poema”

 

Minha velha Vila Nova,

Hoje estou aqui de novo

Para rever nesse encontro

Meus amigos e meu povo.

 

Matar saudade da terra,

Percorrendo os casarios

Da Rua Faria Serra,

Que vai da linha do trem

Até a margem do rio.

 

Paraíba majestoso,

Dos enormes areais,

Daquele banho gostoso,

Peladas fenomenais,

Ah! Se o tempo, de novo,

Pudesse voltar atrás...

 

Percorrer toda a cidade

Recordando o meu passado:

Alamedas de oitis,

A Vila dos Coroados,

A Ipuca dos Puris...

 

A Serra do Sapateiro,

Suas histórias e lendas,

Quermesse com lindas prendas

Ladainha e procissão;

Na Festa do Padroeiro

São Fidélis, altaneiro,

Bem do alto da matriz,

Acolhe de braços abertos

No encontro tão feliz!

 

Amigos se abraçando,

O sino marcando a hora,

Do lado de nossa Matriz,

Na gruta fiéis rezando

Dão graças à Nossa Senhora.

 

Oh! minha “Cidade Poema”,

Tira o nó desta garganta!

Meu coração não se cansa

De tanto te exaltar,

Pois quem nasceu nesta terra

Sabe bem o que é amar!

 

Todos os direitos reservados ao autor

 

1º LUGAR
Meu Berço
Autor: Edmar Japiassú Maia
Rio de Janeiro/RJ
 
Pesa-me o tempo… mas, com galhardia
prossigo a caminhada e não me abato,
que um fidelense não se abate ao fato
de ter que exercitar a valentia…

Pesa-me o tempo… e cada vez mais grato
à Cidade Poema e à poesia,
unindo as duas numa simetria,
descrevo São Fidélis num retrato:

O Paraíba acolhes no teu seio,
e o carinho dos filhos é o esteio
que alavanca o progresso em teu avanço…

Pesa-me o tempo… e aguento os meus cansaços,
por saber que, na estafa dos meus passos,
São Fidélis é o berço em que descanso!

 

Todos os direitos reservados ao autor

 

 

2º LUGAR

    Título: São Fidélis
Autor: Hegel Pontes
Juiz de Fora


De São Fidélis guardo a ressonância
De pássaros cantando nas capoeiras;
No olhar conservo as flores das primeiras
Primaveras perdidas na distância…

Toucou-me um dia a incontrolável ânsia
De procurar caminho e abrir porteiras,
Deixando para trás velhas mangueiras
Que encheram de doçura a minha infância.

Comércio, indústria, o campo verde, o açude…
Cidade Poema, te esquecer não pude,
Porque, mesmo partindo da cidade,

Como carro-de-boi que geme e chora,
Eu vou levando pela vida afora
A colheita indelével da saudade!

 

Todos os direitos reservados ao autor

 

 

 

3º LUGAR

Autor: Wanda de Paula Mourthé

Título: Encantos da Matriz
Belo Horizonte


Homens de fé, ao mesmo tempo artistas,
trazendo na alma o gênio italiano,
Frei Victório e Frei Ângelo, idealistas,
edificaram, em labor insano,

num mutirão de crenças sincretistas
de índios, escravos, brancos - mano a mano-
uma igreja, com traços vanguardistas,
por influência do padrão romano.

A seu redor, nasce a "Cidade Poema";
hoje é Matriz e da cidade emblema,
onde inspirados poetas tecem rima.

E em São Fidélis, plena de beleza,
completando as doações da natureza,
nasceu do gênio humano a obra-prima

 

Todos os direitos reservados à autora

 

 

Caríssimos amigos e queridas amigas.
Hoje estamos enviando mais um projeto POESIAS E TROVAS.
Hoje eu trago o meu poema Vil Metal e a obra 
prima " O QUE MAIS DÓI "  do grande poeta Patativa  do ASSARÉ .

 

Trovas

 

Geraldo Amâncio/CE
José Lucas de Barros/RN
Flávio Stefani/RS
Francisco N. Macedo/RN
Leda Colleti/SP
Hélio Pedro Souza/RN
Clério José Borges/ES
Hélio A.S. Souza /RN
Prof. Garcia/RN
Geraldo Lira/RN
Ademar Macedo/RN
Jair Figueiredo/RN
Humberto R. Neto
Marcos Medeiros/RN
Lairton Trovão de Andrade/RN
Joamir Medeiros/RN



Dedico esse projeto à UBT - União Brasileiro de Trovadores - que tem

prestado relevantes serviços ao mundo cultural, através de grandes

trovadores espalhados por esse mundo afora.

 

 

 

Vil Metal

Antonio Manoel Abreu Sardenberg

São Fidélis "Cidade Poema"

Brasil

 

Nessa vida só descobre
Quem usa a sabedoria
Para entender que o nobre
Nem sempre se avalia
Usando o ouro e o cobre
Para dizer quem é rico
Ou indicar quem é pobre!


A pobreza e a riqueza
não se vêem pelo metal

esse juízo é fatal,
é vil, cruel e perverso;
é como julgar poema
simplesmente por um verso!

A riqueza está  na alma,
no cerne, no interior,
no âmago de cada um...
por isso digo sem medo
e sem receio nenhum:
(observa e descobre)
tem muito "pobre" que é rico,
tem muito "rico" que é pobre!


Todos os direitos reservados ao autor

 

 

O que mais dói
Patativa do Assaré
1909 - 2001
 
O que mais dói não é sofrer saudade
Do amor querido que se encontra ausente
Nem a lembrança que o coração sente
Dos belos sonhos da primeira idade.
 

Não é também a dura crueldade
Do falso amigo, quando engana a gente,
Nem os martírios de uma dor latente,
Quando a moléstia o nosso corpo invade.

O que mais dói e o peito nos oprime,
E nos revolta mais que o próprio crime,
Não é perder da posição um grau.

É ver os votos de um país inteiro,
Desde o praciano ao camponês roceiro,
Pra eleger um presidente mau.

 

TROVAS

Extraídas do " O TROVADOR"

Órgão Cultural da Academia de Trovas do Rio Grande do Norte

Ano XII - nº 52 - página 7 -

"Trove lá que eu Trovo cá"

Agradecemos ao amigo trovador Francisco Macêdo o envio desse

maravilhoso Boletim para o nosso enderêço.

 

 

TROVAS

 
Saberdoria não cabe,
nas vaidades mortais,
o sábio mesmo é quem sabe
que precisa saber mais.
 
Geraldo Amâncio/CE
 
 
Estudante noite e dia,
como quem cumpre uma lei,
consegui sabedoria
pra saber que nada sei
 
José Lucas de Barros/RN
 
 
Se cpnselho resolvesse,
resultasse eme melhoria,
por mais que se pretendesse
não se dava...se vendia!
 
Flávio Stefani/RS
 
 
Conselhos bons, de verdade,
por mais que já estejam velhos...
Recolho com humildade,
nas folhas dos evangelhos!...
 
Francisco N. Macedo/RN
 
 
Com o dom do entendimento,
o bem do mal eu separo,
evito causar tormento
e do irmão me torno amparo.
 
Leda Colleti/SP
 
 
Quando na terra cessar
fome, guerra e sofrimento,
ninguém mais vai duvidar
do valor do entendiemnto.
 
Hélio Pedro Souza/RN
 
 
O entendimento se faz
como amor no coração,
sem guerras, com muita paz
e abrançando nosso irmão.
 
Clério José Borges/ES
 
 
A inspiração é o momento,
que num poema imortal,
faz do verso entendimento
da linguagem universal.
 
Hélio A.S. Souza /RN
 
 
Enquanto a ciência avança,
fato novo se descobre...
E o fruto do que se alcança,
Torna a ciência mais nobre!
 
Prof. Garcia/RN
 
 
Só peço a Deus  fortaleza
para levar minha cruz;
- mais vigor (vindo a fraqueza);
nas trevas ver sua luz!
 
Geraldo Lira/RN
 
Mesmo na dor, pus de pé,
com espernças sem fim,
a fortaleza de fé
que existe dentro de mim!
 
Ademar Macedo/RN
 
 
De posse do entendimento
das palavras de Jesus,
as trevas do pensamento
viram caminho da Luz.
Jair Figueiredo/RN
 
Me ajuda, Ó Deus!  Me conforta...
Piedade, Senhor, piedade!
Me afasta, da esposa morta,
o suplício da saudade!
 
Humberto R. Neto
 
Piedade é chama divina,
que acende a cada aflição,
é fonte que me ilumina
quando concedo perdão.
 
Marcos Medeiros/RN
 
O dom da Sabedoria
do Espírito Santo é graça
de ver, com santa alegria,
o Bem até n desgraça.
 
Lairton Trovão de Andrade/RN
 
Jorrando sabedoria
iluminando o univero,
a trova com maestria
é um hino de amor ao verso!
 
Joamir Medeiros/RN

 

 

Antonio Manoel Abreu Sardenberg
São Fidélis "Cidade Poema" - RJ
 
 
Lá fora cai a chuva docemente...
dos meus olhos uma chuva de saudade,
no peito bate um coração ardente
e na alma um quê de felicidade.
  
Que esta chuva caindo sobre a terra,
transforme em vida todas as sementes,
fertilizando de forma tão materna
ternura que brotou dentro da gente.
 
Estamos sós, a vida quis assim...
não adianta isso lamentar,
estar longe não quer dizer o fim.
  
E amanhã quando despontar a aurora,
vou-me lembrar da chuva que caiu,
sentir sozinho, o que sinto agora!
 
 
Todos os direitos reservados ao autor
 

 

Queridos amigos e amigas,
 
Ao se a proximar o Dia das Mães, Sardenberg me incumbiu de organizar uma
 Ciranda e gostaríamos de contar com a participação de todos para juntos prestarmos uma
 merecida homenagem à todas as mães desse planeta.
Quem quiser nos dar a honra, por favor envie sua poesia para o meu endereço eletrônico
 
 
 colocando no assunto:
 
CIRANDA DAS MÃES
 
Desde já agradeço a atenção e o carinho que sempre recebo de vocês.
 
 

 

Caríssimos amigos e queridas amigas.

 

Hoje estamos apresentando um novo projeto do site Alma de Poeta,

carinhosamente formatado pela querida amiga e webdesigner Rita Bello.

Nesse projeto  iremos apresentar semanalmente 10 (dez) poesias de

poetas amigos que tem suas poesias publicadas no nosso site e outros

poetas que vamos conhecendo aos poucos, através de nossos contatos.

O nosso objetivo é divulgar o maior número de trabalhos

de poetas de diversas tendências e estilos.

 

Hoje temos conosco os seguintes poetas:

 

 

 Hilda Persiani

Eliane Couto Triska

Gilberto Vaz de Melo

Ilka Vieira

Ligia Leivas

Marise Ribeiro

Nídia Vargas Posch

Zena Maciel

Vânia de Castro

 

Espero que gostem e nos ajudem a repassar esse projeto que é de todos nós.

 

Um abraço terno e amigo.

 

Antonio Manoel Abreu Sardenberg

 

 

Conquista

Antonio Manoel Abreu Sardenberg

São Fidélis "Cidade Poema"


Pelas veredas da vida
caminhando com meu povo
tracei o rumo, a partida,
vislumbrei um mundo novo.
 
Busquei a felicidade
rasgando todas as trilhas,
levei comigo as tralhas,
desvencilhei-me das malhas,
percorri todas as milhas.
 

Conquistei o horizonte,
que de mim tão longe estava;
encontrei, enfim, a fonte
que há muito eu desejava.
 

Refiz minhas energias,
matei toda minha sede,
descansei em minha rede,
revivi todos meus dias.
 

Esqueci todas as dores
que queimavam em meu peito,
renunciei à esperança
que acreditava ter.
Ofertei todas as flores,
que seriam pra você!

 

Todos os direitos reservados ao autor

 

 

Antigamente Era Assim...
 Hilda Persiani/PR


Depois do cochilo costumeiro da tarde,
Diante do espelho, as vaidosas mocinhas,
Davam seu último retoque e com alarde,
Saiam com as amigas . Nunca sozinhas ...

Na esperança que na Confeitaria elegante,
Como naquele tempo era de costume,
Encontrassem um belo rapaz galante,
Que ao vê-las belas, sentindo seu perfume,

Entre todas, por uma delas se encantasse
E se aproximando, com o peito a ofegar,
Com a voz embaraçada, lhe dissesse :

Você é a moça que elegi para minha rainha,
Com os seus lindos olhos vivo a sonhar,
Se você quiser, serei seu e você, será minha! ...

Todos os direitos reservados à autora

 

 

Meu Impreciso

Eliane Couto Triska


Choro o tempo amassado nos rochedos
Com lágrimas - excrementos da beleza
A suportar no disfarce da tristeza
O peso impreciso dos meus dedos.


Escrevo... Obrigo-me a pensar na vida
Que me foi dada... Se caminhei...
Se Só... é um prato de comida
Um cárcere no qual me banqueteei.


Pensar o quê? No quê? Sou o Impreciso
Se há vidência na terra-sepultura
Há febre no mundo que diviso
Reservado à semente-criatura.


Morrerei enobrecida... sem glória...
Triste, talvez, fosse vê-la inteira
Vencida como Letra sem memória!

 

Todos os direitos reservados à autora

 

 

De Repente Tanto

Gilberto Vaz de Melo

 

Este teu amor
Me encanta tanto
No mesmo tanto
Que a outros já encantou.


Desperta-me saudades tantas
No mesmo tanto
Que em outros corações já despertou.


Este nosso amor repentino
De juras secretas,
Cenas incertas,
Se repete no mesmo tanto
Tantas outras noites tantas...
De tantos desejos,
Ao certo
Que teu corpo absorveu!


Falo do meu sentimento tanto,
Um tanto ainda sem tamanho
Esperando o tanto necessário,
Que me abrigue de verdade
No espaço tanto
De dimensão exata
Onde caiba somente o meu tanto
Em teu coração.
 

Todos os direitos reservados ao autor

Do livro Versos Intemporais

 

 

Um Barco Sem Rumo
Ilka Vieira/RJ

 

Já não te dou a segurança de um porto
e também não direciono o teu destino.
És um barco sem corda...
sem remo...
sem flores...
sem brilho...
sem mim.


Um barco flagelado...
sem audácia...
sem vida...
sem resgate...


Hoje,
és apenas um barco sem rumo...
acalento do nada...
inquilino do mar.

 

Todos os direitos reservados à autora

 

 

Prelúdio de Amor

Lígia Antunes Leivas/PR

 

Puseste o sol em chamas em meu coração;
me aqueceste a alma que vagava gélida
(infartada de rés melancolia)
pelas orlas de um inverno algoz.
Beijaste-me os olhos
(prova insofismável de sentido amor!...)
e me deste a beleza nas manhãs cinzentas!
Entregaste-me flores
e com elas a luz que vence as distâncias,
que despreza o tempo
e reaquece as horas...
Deixaste-me o perfume do bem,
o aroma de teu coração amante!
Por tudo isso,
por muito mais (nem sei...)
por tudo que ainda não descobri
... te amo! ...
Mas a hora de aprender a entender
chega quando menos se espera:
precisei resignar-me.
Na vida tudo tem mesmo um fim.
Voltamos a ser passado
no tempo de nossas vidas.
Viste o que é o tempo?
... Sábio! ...
Sábio... e carrasco de meus sentimentos.
Mas o coração teimosamente lateja ainda...
E a emoção (já quase suplicante )
não estanca jamais esta pergunta:
... - por quê? ... 


 Todos os direitos reservados à autora

 

 

ABSTRATA

Marise Ribeiro/RJ

 

Tenho um sonho recorrente
que chega a mim nebuloso,
embaçado, impreciso...
É sempre a imagem de um rosto
diante de um espelho fosco.
Homem? Mulher? Não diviso.


Não consigo discernir um sorriso,
só tristeza e lágrimas.
É uma face sem traços...
Tateio a figura como uma cega
em total desamparo...
Acordo e anseio seus braços,
mas estou só... sem abraços.


Torturo-me em angústia e esmoreço...
Procuro retornar ao sonho do começo,
mas ele escondido, não dorme,
deixando-me insone e sem entender
o porquê daquele rosto disforme.


Fico pensando, com a alma partida,
se isso acontece por ter sido ingrata:
tinha você e não soube me doar,
por isso o remorso a me matar.
Falta um rosto que me arrebate,
para que eu não viva de forma abstrata.


Todos os direitos reservados à autora

 

 

Espelho daVida
 Nidia Vargas Potsch/RJ

A vida é um jogo de espelhos
que reflete nosso sorriso,
reflete nossa dor, nosso pensar e amar
e, quem se descuidar, a alma irá mostrar ...

Só caminha quem concilia,
compreende ou perdoa.
Quem verdadeiramente ama
e conquista "numa boa" ...

A palavra pronunciada
deve valer como oração.
A oportunidade conquistada
é a flexa lançada no alvo: o coração!

Cada vida conta sua história
de amor singular, diferente,
que fica guardada na memória,
no poema, na canção, na alma da gente ...

Nossa Vida, Escrita a Fogo, é
História ... com Sabor de Emoção!
Carece entender? Penso que não ...
Quero mais é viver esta Paixão!
 
Respeitem os direitos autorais
 
 
 

Beijo Cor do Pecado

Zena Maciel/Recife

 

Eu quero um beijo molhado
com a cor do bendito pecado e
da louca tentação
Eu quero beijos de mel
que me levem ao céu
do mundo da ilusão
Não quero beijos selinhos
de pequeninos carinhos e
sem a mínima atração
Quero beijos eloqüentes
de paixões ardentes
cheinhos de tesão
Beijos apaixonados
Envolventes e lambuzados
pelo véu da sedução
Quero beijos malditos
cobertos de perdição
Que me cale a boca e
me encha o coração
 

Todos os direitos reservados à autora

 

 

Sussurros

Vania de Castro


Na varanda
Uma brisa quente aconchega a noite
Pego uma cadeira, sento, fecho os olhos e sinto o vento
Aumenta aos poucos
Torna-se forte
E canta por entre os cantos do mar
Sussurros
Ouço com calma
E, assim, renasce minh’alma
Revitalizada
Abro os olhos
Enxergo as ondas do mar
Num bailado gigante
Que encanta sem parar
Deixo a cadeira sem esforço algum
E começo a voar
Flutuar
Levitar
Em direção ao mar
Aos meus ouvidos uma voz vem sussurrar
amarrrrrrrrrrrrrrrrr
amarrrrrrrrrrrrrrrr
amarrrrrrrrrrrr
viverrrrrrrrrrrrrr
viverrrrrrr
viverrrr
amarrrrrrrrrrrrrrrrrr
viverrrrrrrrrrrrr
no marrrrrrrrr
sussurrarrrrr
Sussurra ... meu coração pulsa
Sussurr ... pulsa mais
Sussu ... entonações diferentes enchem meu pulmão de ar
Sususususu ...e vejo a balsa chegar
S u s s u r r a r ...
E... meu sonho acabou

 

Todos os direitos reservados ao autor

 

Meus amigos e minhas amigas

 

O site Alma de Poeta apresenta mais um projeto cultural: JUSTA HOMENAGEM.

Hoje o homenageado é  o  poeta RAUL DE LEÔNI.

O objetivo desse projeto é divulgar no meio virtual o trabalho grandioso de

nossos poetas que ficaram eternizados com suas obras maravilhosas.

Além dos poemas estaremos apresentando uma pequena biografia de cada autor

permitindo assim, que os leitores, principalmente os mais jovens,  

fiquem conhecendo um pouco mais de cada um deles.

Espero que gostem.

Um abraço amigo e fraterno.

 

 

Sardenberg

 

 

Raul de Leôni

Argila

Nascemos um para o outro, dessa argila
De que são feitas as criaturas raras;
Tens legendas pagãs nas carnes claras
E eu tenho a alma dos faunos na pupila...


Ás belezas heróicas te comparas
E em mim a luz olímpica cintila,
Gritam em nós todas as nobres taras
Daquela Grécia esplêndida e tranqüila...


É tanta a glória que nos encaminha
Em nosso amor de seleção, profundo,
Que (ouço ao longe o oráculo de Elêusis)


Se um dia eu fosse teu e fosses minha,
O nosso amor conceberia um mundo
E do teu ventre nasceriam deuses...

 

Raul de Leôni

Todos os direitos reservados ao autor

 

 

 

Legenda dos Dias

 

O Homem desperta e sai cada alvorada
Para o acaso das cousas... e, à saída,
Leva uma crença vaga, indefinida,
De achar o Ideal nalguma encruzilhada...


As horas morrem sobre as horas... Nada!
E ao Poente, o Homem, com a sombra recolhida
Volta, pensando: "Se o Ideal da Vida
Não veio hoje, virá na outra jornada..."


Ontem, hoje, amanhã, depois, e assim,
Mais ele avança, mais distante é o fim,
Mais se afasta o horizonte pela esfera...


E a Vida passa... efêmera e vazia:
Um adiamento eterno que se espera,
Numa eterna esperança que se adia...

 

Raul de Leôni

Todos os direitos reservados ao autor

 

1895/1926

 

 

 

RAUL DE LEÔNI
"Semeador de harmonia e de beleza"
Texto de José Antonio Jacob.

 

 

 Raul de Leôni Ramos nasceu em Petrópolis-RJ, e faleceu na "Vila Serena",

em Itaipava-RJ, (30 de outubro de 1895 - 21 de novembro de 1926). Bacharel em Direito,

prosador, diplomata e político. Chegou a eleger-se deputado estadual.
 Acima dessas coisas foi poeta.
 Foi o poeta de maior realce na última fase do simbolismo, e justamente considerado como

uma das figuras mais notáveis do soneto brasileiro de todos os tempos.
 Parnasianos, simbolistas e até modernistas o têm em alta conta, apreciando-o sem reservas.

Cada um de seus versos tem sonoridade e ritmo primorosos, especialmente os dos sonetos,

em decassílabos,  mesclados de simbolismo e de modernismo, com  tessitura clássica e técnica

parnasiana. São versos considerados dos mais perfeitos: em idéia, filosofia, e essência das temáticas.
 O seu ritmo peculiar e admirável de versificação, o conjunto de idéias sublimes de suas

palavras, são os aspectos mais fortes que envolvem a magnífica harmonia da unidade de pensamento

que existe em toda sua obra.
 O nome de Raul de Leôni é dos mais reconhecidos pela crítica brasileira, não havendo uma só

voz discordante, o que não acontece com outros poetas, sobretudo, os da sua época que eram

conhecidos poetas independentes, Augusto dos Anjos, Alceu Wamosy , José Albano,

Andrade Muricy e outros. Ao próprio Muricy declarou o poeta Alberto de Oliveira: "Raul de Leôni

é o maior de vocês todos. Li o seu livro, agora, em Petrópolis, e é extraordinário".
 A mesma unanimidade não tem a crítica ao situar o poeta, em diferentes julgamentos, onde foi

colocado nas escolas e posições poéticas as mais diferentes e contraditórias. Enquanto alguns dos

seus críticos o consideram um genuíno parnasiano, outros  enxergam nele o simbolista autêntico,

terceiros acreditam ter sido um neo-parnasiano e outros o situam num grupo completamente

independente das regras poéticas e influências de escolas e movimentos literários.
 Todavia a crítica literária brasileira é unânime em assinalar a alta linhagem clássica da poesia de

Raul de Leôni, fundada na homogeneidade da sua primazia gramatical, temática e métrica, e

consolidada no seu bom gosto literário, reconhecidos como impecáveis, desde a sua época até os dias atuais.
 Diante da  grandeza da sua escassa obra e da diversidade da crítica, ao situar o poeta nesta ou

naquela escola literária, não existe aqui propósito de fazer análise da obra de Raul de Leôni: com respeito e

admiração reconhecemos não existir a menor possibilidade de alguém tentar fazer, em poucas palavras,

um  julgamento ou estudo crítico legítimo sobre a prosa,  filosofia e poesia de Raul de Leôni.
 A sua poesia embora contenha formas antigas e clássicas, é caracterizada por um imperecível espírito

de modernidade, o que lhe assegura compreensão ilimitada e aperiódica, e o introduz na seleta plêiade dos poetas imortais.  
 Para melhor entendimento sobre a poesia de Raul de Leôni  é preciso voltar ao século passado, precisamente

em 1922, quando publicou  o seu livro clássico "Luz Mediterrânea", onde está a essência da sua poesia,

 (grande parte em sonetos decassílabos)  no meio da "explosão" do modernismo no Brasil.
  Já em 1919, segundo alguns críticos ainda sob a ascendência parnasiana, ele publicara o extraordinário

poema  "Ode a um Poeta Morto" em homenagem a Olavo Bilac.
 Depois do acontecimento da "Semana de Arte Moderna", em 1922, os integrantes deste movimento,

simpatizantes do "futurismo", do "dadaísmo", do "imagismo", do "surrealismo", do "ultraísmo" e

principalmente do "concretismo", que segundo um dos seus mais importantes seguidores,

Haroldo de Campos, "a melodia na música, a figura na pintura, o discurso-conteudista-sentimental

na poesia são fósseis gustativos que nada mais dizem à mente criativa contemporânea", iniciaram, em São Paulo,

e depois país afora,  uma implacável crítica objetivando a destruição das "fórmulas já caducas" e "tradicionais"

dos poetas parnasianos, simbolistas, românticos, e dos demais gêneros de poesia consagrados pelo tempo,

logrando, extirpar, definitivamente, das letras brasileiras, os preceitos considerados "ultrapassados"

pelo indeclinável julgamento modernista que havia no Brasil de então.
 De todos os poetas brasileiros, de qualquer  escola onde existissem regras poéticas, incluindo os

independentes, o único que não sofreu sequer um sopro de menosprezo do assíduo fôlego da

"corrente modernista brasileira" foi  Raul de Leôni.
 Seus sonetos, de métricas perfeitas, repletos de metáforas e de concepções filosóficas extraordinárias,

corriam nos cadernos de poesia dos moços e moças da época, que compreendiam aqueles versos de

palavras doces, que continham, ao mesmo tempo, tanta simplicidade e tanto esclarecimento.
 Ao homem erudito a mensagem poética de Raul de Leôni causou, em todos os tempos, uma exclusiva distinção,

pois que, se ao adolescente é de fácil entendimento, ao homem letrado dá o sinal da desmedida idéia que ele

tinha sobre a profundidade dos mistérios da vida  (ou das "cousas" da vida, conforme ele mesmo) porque,

segundo alguns críticos, ele foi um profundo conhecedor da Alma Humana.
 Rodrigo Melo Franco de Andrade, prefaciando "Luz Mediterrânea", único livro de verso do poeta, escreveu:

"Para Raul de Leôni, as idéias representam seres vivos". (...) "Ele foi entre nós, e o foi com singular grandeza,

o único poeta de emoção puramente filosófica".
 Os seus sonetos "Ingratidão", "História Antiga" "Perfeição" "Legenda dos Dias" e "Argila", popularíssimos,

de indizível simplicidade e de extraordinária beleza, estão entre os sonetos brasileiros mais importantes e imperecíveis.
 Segundo Agrippino Grieco, em artigo sobre os inéditos de Raul de Leôni, o soneto "Ingratidão",

um dos mais bonitos e singelos, foi casualmente encontrado,  por  Luís Murat, no álbum íntimo de

poesias de uma encantadora dama dos meios sociais de Santa Catarina, com uma especial  dedicatória

do poeta, que já a havia esquecido.
 A 1ª edição do "Luz Mediterrânea", de 1922, saída, em vida do autor, por ele mesmo organizada,

começa com o poema  "Pórtico" (onde ele se desvencilha, quase por completo, dos laços da influência do

Parnaso brasileiro) e termina com o "Diálogo Final", tendo sido os "Poemas Inacabados"  (que o poeta,

ao pressentir a morte prematura,  pediu para sua mulher queimar, e ela não compreendeu o seu pedido)

que fazem parte da 2ª edição, e das edições seguintes, foram anexados ao "Luz Mediterrânea" pelos

outros editores das mesmas.
 O soneto "Argila", que muitos chamaram "Eufemismo", considerado um dos  mais bonito da sua obra,

não foi publicado antes por respeito que o poeta tinha pelos escrúpulos cristãos e religiosos de sua mãe,

já que alguns de seus amigos, equivocadamente, achavam que o soneto tinha conotação pagã e erótica.

Somente após a morte do poeta e da mãe, Dona Augusta Villaboim Ramos, e cessados os motivos para

 a publicação o soneto foi publicado.
 Segundo Agrippino Grieco este soneto "todo brasileiro deveria saber de cor".
 Após a sua morte em Itaipava seu corpo foi conduzido para Petrópolis, que lhe prestou suas últimas

homenagens, sepultando-o à sombra do Cruzeiro das Almas, erigindo-lhe um mausoléu e dando o seu

nome a um trecho da Rua Sete de Setembro.
 Quase oitenta anos da sua morte e Raul de Leôni é venerado por seus inúmeros leitores, mas ainda não

chegou às carteiras universitárias dos cursos de Letras do nosso pais, onde por mérito poético, e para

o bem dos estudantes da poesia brasileira, já deveria estar presente, se algum outro, menos competente

 e mais favorecido, não estivesse ocupando o seu lugar.


Consultas:

 

Oswaldo Orico ("O Dia" 16-08-1922)
Agrippino Grieco ( Caçadores de Símbolos - 1923)
Rosalina Coelho Lisboa ("A Noite" 27-11-1926)
Mesquita Pimentel (Prata de Casa - 1926)
Tasso da Silveira (revista "Vozes" Petrópolis - 1942)
Alceu Amoroso Lima (Primeiros Estudos - 1943)
Rangel Coelho (Tentativa de Prefácio - 1987)
Vasco de Castro Lima (O Mundo Maravilhoso do Soneto - 1987)

 

 

 

Sardenberg 
 &
Amilton Maciel Monteiro
 
Caríssimos leitores e caríssimas leitoras.
O site Alma de Poeta está apresentando para vocês mais
um projeto do nosso espaço cultural.
O objetivo desse trabalho é difundir no mundo virtual obras de
poetas que têm apresentado composições de diversos estilos leterários.
Hoje trago comigo o  amigo e grande poeta  AMILTON MACIEL MONTEIRO,
com o seu lindo soneto CARTA DE AMOR  e eu com o meu poema CASTIGO.
 
Espero que gostem.
 
 
Castigo

Antonio Manoel Abreu Sardenberg

São Fidélis "Cidade Poema"

Brasil

Carrego em mim uma esperança viva,
Uma razão para poder sonhar,
O sentimento que inda me cativa
E vem da luz que tem no seu olhar.


Faço-me forte, sinto-me gigante,
Sigo adiante para reencontrar
Aquele abraço tão aconchegante,
Que bem distante um dia fui buscar.


Presa em minh'alma, vai toda saudade,
Por onde eu ando, ela vai comigo,
E, se suporto, assim, tanto castigo

É porque sinto, no seu peito amigo,

O abrigo terno da felicidade . 

Todos os direitos reservados ao autor

Carta de Amor

Amilton Maciel Monteiro

S. José dos Campos - SP

 

Amor, eu felizmente estou bem de saúde.
Só o que me estraga aqui é a louca da saudade...
Incrível nostalgia esmaga sem piedade
meu coração sensível, embora sem virtude.
 

Mas a esperança é grande como a eternidade!
Quando você vier, eu sei que meu ser rude
melhorará bastante, o tanto que não pude
fazer tão só e só com força de vontade.
 

Você estando aqui, as horas serão calmas
e nunca mais aflitas, como as do passado...
pois estarão juntinhas as nossas duas almas!
 

Com toda a fé em Deus aguardo o casamento
que nos trará um mundo bem-aventurado!
E, até lá, um abraço e um beijo... em pensamento.

Todos os direitos reservados ao autor

 

 

 

 

Antonio Manoel Abreu Sardenberg

São Fidélis "Cidade Poema"
 
 
 A vida caminha sempre apressada
Levando o tempo em sua companhia;
Rompendo tardes, noites, madrugadas,
Vai - nos tirando, assim, dia por dia.

Junto com a vida vai nosso momento,
Cada dia que passa é menos um.
E se o que vem nos traz algum tormento,
Quem crê em Deus não tem temor algum.

Embora a vida seja uma passagem
E todos nós apenas passageiros,
Ficar contando os dias é bobagem.
 
Como é bom sentir o gosto da aragem,
Sonhar que cada dia é o primeiro,
Gozar a vida em todas as paragens.
 
 
Todos os direitos reservados ao autor
 

 

Amigas e amigos.

 

O QUATRO EM UM é um projeto do site Alma de Poeta 

 www.sardenbergpoesias.com.br  que

tem por objetivo divulgar as poesias do seu titular ,

Antonio Manoel Abreu Sardenberg,  dos poetas amigos,

poetas homenageados e trovadores. 

Hoje temos conosco os seguintes poetas:

 

POESIA SARDENBERG

Teu Sorriso

Antonio Manoel Abreu Sardenberg

São Fidélis / RJ

Brasil

 

 

POESIA DE AMIGO

Gilda Quintero

 

 

POETA HOMENAGEADO

Soneto da Fidelidade

Vinicius de Moraes

1913 - 1980

Brasil

 

 

 

TROVA:

Vânia Souza Ennes – Curitiba

Brasil

 

 

Todos esses projetos são elaborados com muito carinho para vocês.

 

Espero que gostem.

 

Um braço amigo e fraterno.

 

 

 

Teu Sorriso

Antonio Manoel Abreu Sardenberg

São Fidélis/RJ

Brasil

Esse teu sorriso me arrebata,
enche-me de prazer - faz lembrar a minha infância,
põe-me a recordar, com ingênua graça,
dias felizes, quando era criança.


Teu jeitinho de sorrir me contagia,
alegra meu coração, purifica a minh’ alma...
até hoje não sei como vivia
sem esse sorriso – bálsamo que me acalma.


Guarda–o contigo, com muito amor,
e por onde quer que andes, vá distribuindo,
lança–o como lança a semente o lavrador,
deixe quem colher, retribuir sorrindo.

Continua, no entanto, a distribuir em maior porção,
a todas as crianças que encontrares no mundo,
pois sinto que esta é a maior razão,
deste teu sorriso terno e tão profundo.

Quanto a mim, considera-me também pirralho,
dá–me o teu sorriso em igual porção,
faze-me feliz, como faz o orvalho,
espalhando gotas de sorriso pelo chão.

Todos os direitos reservados ao autor

 

Encontro
Gilda Quintero
 
Meu amor...
Se ao despertares hoje
 e sentires algo diferente...
Não te assutes...
 
Te visitei pela madrugada
Te encontrei meio dormido, meio desperto,
com o braço atras da cabeça, pensativo...
Lias algo e pensavas de olhos fechados...
 
Beijei teus olhos e tua boca levemente...
Minha alma então  se acoplou na tua
em perfeita simbiose...
 
Te senti...num erotismo sem medidas..
Te amei...ah...como te amei...
Como gostas, como gosto...
 
Depois me despedi dessa
cumplicidade de sentimentos
emoções e tesão com a certeza de
que sempre vou poder te ter...
 
Pelas madrugadas,
quando em alpha estiveres
os sentidos em repouso,
como uma borboleta
 pousarei em teu peito
e te amarei sem fim...
 
 

Soneto da Fidelidade

Vinicius de Moraes

1913 - 1980

 

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

É assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive;
Quem sabe a solidão, fim de quem ama,

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama,
Mas que seja infinito enquanto dure!
 

1913/1980

Todos os direitos reservados ao autor

 

 

 

Amor,um santo remédio!
É vitamina... e é cura...
Nos livra de qualquer tédio,
também nos leva à loucura!

Vânia Souza Ennes – Curitiba

 

 

 
 
&
 

 

Caríssimos amigos e queridas amigas.
 
Hoje estamos apresentando para vocês o projeto ENTRE SITES, que tem
por objetivo apresentar poesias do nosso site com site de amigos poetas.
Este projeto foi concebido em 2006.
 
Agora com o propósito de apresentarmos um projeto todos os dias
voltamos com a sua publicação com roupagem nova.
 
Hoje temos conosco nesse projeto o nosso amigo e irmão Luiz Poeta,
titular do site www.luizpoeta.com,  que trás para vocês o lindo poema BRUMAS.
 
Eu apresento o poema PONTO que está na nossa página de poesias
 
Espero que gostem e deixe a sua mensagem no nosso livro de visitas.
 
Um abraço amigo.
 

Ponto

Antonio Manoel Abreu Sardenberg
São Fidélis “Cidade Poema”

O ponto que se ponteia
Na ponta de um ponto só
Não firma o laço da peia
Nem ata o laço do nó.


Passarinho que não trina
Fica triste sem cantar,
Mulher de cintura fina
Faz qualquer homem sonhar.


A lixa que vira lixo
Não serve mais pra lixar,
Burro velho sem rabicho,
Mulher feia sem capricho,
Corre o risco de empacar.
 

Benzedor que benze bem
Cura espinhela caída
Mas não cobra um só vintém
Pelo bem que faz na vida...
 

Tronco que vira tronqueira
Não deixa ninguém passar,
Cria vinda de parteira
Já nasce querendo andar.

E eu fico aqui matutando,
Louquinho para encontrar
Um final para os meus versos
Que não sei arrematar.

 

Todos os direitos reservados ao autor

 

Brumas

Luiz Poeta - Luiz Gilberto de Barros

 

Em que abismo
Teus anseios
Se perderam,
Em que treva
Se desfez
O teu olhar,
Em que nuvem
Teus sorrisos
Se esconderam,
Em que mares
Conseguiste
Naufragar ?

Em que parque
Tu brincaste
De criança,
Em que berço
Despertaste
As emoções,
Em que baile
Te fizeste
Em contradança,
Em que dúvidas
Teceste as ilusões ?

Em que noite
Teus receios
Se ocultaram,
Em que porto
Tu ficaste
A me esperar,
Em que lenço
Tuas lágrimas
Secaram ,
Em que bruma
Tu julgaste
Me enxergar ?

Em que sombras
Ocultaste
O teu vulto,
Em que lágrima
Choraste
A tua dor,
Em que luta
Te fizeste
Mais insulto,
Em que inverno
Esqueceste
O teu calor ?

Em que página
Deixaste
Teu soneto,
Em que verso
Revelaste
O teu amor,
A que júri
Reclamaste
Teu direito,
Em que tela
Desenhaste
Tua flor ?

Em que abraço
Te fizeste
Prisioneira,
Em que beijo
Arrebataste
Mais paixão,
Em que vida
Tu passaste
A vida inteira
Prisioneira
Da mais vã desilusão ?

Em que leito
Tu sonhaste
Acordada,
Em que música
Lembraste
De nós dois,
De que estrela
Tu ficaste
Enamorada,
Quantos barcos
Divisaste
No depois ?

Em que espelho
Os meus olhos
Te fugiram,
Em que brisa
Teus cabelos
Se espalharam,
Em que eco
As palavras te mentiram,
Em que luta
Tuas forças
Te faltaram ?

De que gesso
Modelaste
Minha imagem,
Em que praça
Te fizeste
Monumento,
De que forma
Emitiste
Esta mensagem
Que só hoje
Vem me ter ao pensamento?

Em que ponto
Nossos rumos
Se cruzaram,
Em que valsa
Nos pusemos
A dançar,
Em que instante
Nossos lábios
Se tocaram,
Em que leito começamos...
A sonhar ?

Autoria Luiz Poeta - Luiz Gilberto de Barros

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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